"Um cronópio encontra uma flor solitária no meio dos campos. Primeiro pensa em arrancá-la, mas percebe que é uma crueldade inútil, e se coloca de joelhos junto dela e brinca alegremente com a flor (...)
Um fama entra pelo bosque e embora não precise de lenha olha ambiciosamente para as árvores. As árvores sentem um medo terrível porque conhecem os hábitos dos famas e temem o pior. Entre elas há um belo eucalipto, e o fama ao vê-lo dá um grito de alegria e dança trégua e dança catala em torno do perturbado eucalipto, dizendo assim:
- Folhas antissépticas, inverno com saúde, grande higiene.
Puxa um machado e bate no estômago do eucalipto sem se importar com nada. (...)"
Júlio Cortázar. Histórias de cronópios e de famas.
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